Games musicais ajudam crianças e adolescentes a aprender um instrumento musical
Games como Guitar Hero e Rockband podem ser considerados imitações da vida real. Quem nunca sonhou em fazer um solo de guitarra em um palco iluminado, com muito gelo seco e garotas gritando? Pois é... Em tempos de realidade virtual, essa ordem pode facilmente ser invertida.
É o que vem acontecendo em um tradicional instituto de guitarra, com sede na zona Sul de São Paulo. Há um ano, Mônica Lima, diretora da EM&T (Escola de Música e Tecnologia), colocou na sala de descanso da escola os jogos da série Guitar Hero e Rockband. E percebeu que podia fazer do mundo virtual um poderoso aliado da vida real.
“Em uma das nossas unidades, tínhamos um aluno que já estava há um ano fazendo aula e não ia pra frente, não se desenvolvia”, conta Mônica. “Voltou das férias tocando melhor. O professor perguntou o que havia acontecido durante as férias. ‘Ganhei um Guitar Hero’, o aluno respondeu”.
O fato é que a febre de games musicais está trazendo para as salas de aulas alunos que, ao terem contato com os instrumentos virtuais, tomam gosto pelas guitarras, baterias, baixos. Na esteira desse interesse, cresce também a curiosidade por clássicos e ícones do rock, ressuscitada por meios dos games. “Um pai veio me procurar porque seu filho de 7 anos falou que queria comprar uma Gibson. Como um aluno de 7 anos pode chegar pro pai e falar que quer comprar uma Gibson? Porque ele viu no video-game”, conclui Mônica, viúva do guitarrista Wander Taffo, fundador da escola.
O grande trunfo da relação do game com as escolas de música não é o aprendizado da técnica, já que é muito diferente jogar o game de botão e tocar uma guitarra de corda, mas a constância do contato com a música. “Se o aluno só tem uma aula por semana, o uso dos jogos complementa o tempo que ele passa em sala”, diz Mônica. O game ajuda os estudantes com a parte rítmica, os compassos. Para quem está aprendendo bateria, o jogo ajuda também com a parte técnica, já que na bateria do game o jogador pode praticar nos pratos, caixas e pedais.
Do game à China
Fábio Jardim, de 14 anos, atual campeão do World Cyber Games 2009 na categoria Guitar Hero: World Tour, disse que o game despertou seu interesse pelo instrumento real. “Estou aprendendo guitarra, estimulado após comprar o Guitar Hero, mas ainda não sou muito bom na vida real. Eu também tenho muita vontade de estudar bateria.”.
Jardim se viu disputando a final do campeonato na China - realizado de 11 a 15 de novembro – quase que por acaso, sem traçar um objetivo de conquistar um título ou ser um cyber-atleta. “É realmente muito surpreendente, porque começou como uma brincadeira, foi se tornando algo muito importante pra mim”.
Fábio já tem planos para esse prêmio. “Eu usarei um pouco comprando jogos que lançarem da franquia de Guitar Hero e Rockband. O resto eu vou guardar para o futuro, talvez para comprar um carro, ou para os estudos da faculdade”, revelou o campeão.
Quem sabe amanhã ele não estará bombando na internet com sua própria banda, tocando de verdade o rock que aprendeu jogando Guitar Hero? Nessa estranha mistura entre realidade e mundo virtual, tudo é possível.
Confira a entrevista com Fabio Jardim
Texto Michel Soares
Games como Guitar Hero e Rockband podem ser considerados imitações da vida real. Quem nunca sonhou em fazer um solo de guitarra em um palco iluminado, com muito gelo seco e garotas gritando? Pois é... Em tempos de realidade virtual, essa ordem pode facilmente ser invertida.
É o que vem acontecendo em um tradicional instituto de guitarra, com sede na zona Sul de São Paulo. Há um ano, Mônica Lima, diretora da EM&T (Escola de Música e Tecnologia), colocou na sala de descanso da escola os jogos da série Guitar Hero e Rockband. E percebeu que podia fazer do mundo virtual um poderoso aliado da vida real.
“Em uma das nossas unidades, tínhamos um aluno que já estava há um ano fazendo aula e não ia pra frente, não se desenvolvia”, conta Mônica. “Voltou das férias tocando melhor. O professor perguntou o que havia acontecido durante as férias. ‘Ganhei um Guitar Hero’, o aluno respondeu”.
O fato é que a febre de games musicais está trazendo para as salas de aulas alunos que, ao terem contato com os instrumentos virtuais, tomam gosto pelas guitarras, baterias, baixos. Na esteira desse interesse, cresce também a curiosidade por clássicos e ícones do rock, ressuscitada por meios dos games. “Um pai veio me procurar porque seu filho de 7 anos falou que queria comprar uma Gibson. Como um aluno de 7 anos pode chegar pro pai e falar que quer comprar uma Gibson? Porque ele viu no video-game”, conclui Mônica, viúva do guitarrista Wander Taffo, fundador da escola.
O grande trunfo da relação do game com as escolas de música não é o aprendizado da técnica, já que é muito diferente jogar o game de botão e tocar uma guitarra de corda, mas a constância do contato com a música. “Se o aluno só tem uma aula por semana, o uso dos jogos complementa o tempo que ele passa em sala”, diz Mônica. O game ajuda os estudantes com a parte rítmica, os compassos. Para quem está aprendendo bateria, o jogo ajuda também com a parte técnica, já que na bateria do game o jogador pode praticar nos pratos, caixas e pedais.
Do game à China
Fábio Jardim, de 14 anos, atual campeão do World Cyber Games 2009 na categoria Guitar Hero: World Tour, disse que o game despertou seu interesse pelo instrumento real. “Estou aprendendo guitarra, estimulado após comprar o Guitar Hero, mas ainda não sou muito bom na vida real. Eu também tenho muita vontade de estudar bateria.”.
Jardim se viu disputando a final do campeonato na China - realizado de 11 a 15 de novembro – quase que por acaso, sem traçar um objetivo de conquistar um título ou ser um cyber-atleta. “É realmente muito surpreendente, porque começou como uma brincadeira, foi se tornando algo muito importante pra mim”.
Fábio já tem planos para esse prêmio. “Eu usarei um pouco comprando jogos que lançarem da franquia de Guitar Hero e Rockband. O resto eu vou guardar para o futuro, talvez para comprar um carro, ou para os estudos da faculdade”, revelou o campeão.
Quem sabe amanhã ele não estará bombando na internet com sua própria banda, tocando de verdade o rock que aprendeu jogando Guitar Hero? Nessa estranha mistura entre realidade e mundo virtual, tudo é possível.
Confira a entrevista com Fabio Jardim
Texto Michel Soares

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